Luiz Vaz

paiLuiz Vaz nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 4 de janeiro de 1961. É especialista em Leitura e Crítica da Literatura Infanto Juvenil pela Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996), possui graduação pela Escola de Belas Artes da UFRJ (1984). Leciona em cursos universitários do Conservatório Brasileiro de Música e da Uniesp/Moacyr Sreder Bastos.
É um dos Fundadores do Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro (dirigido pelo teatrólogo Augusto Boal), onde atuou de 1986 à 1993. Foi membro da equipe do II Programa Especial de Educação coordenada pelo professor Darci Ribeiro, Diretor do Teatro Faria Lima – atual Teatro Mario Lago, da Fundação Estadual de Artes do Estado do Rio de Janeiro e do Centro de Criatividade Infanto-Juvenil da Secretaria de Estado de Cultura do RJ.
No Terceiro Setor, atua como dinamizador de oficinas de teatro e na coordenação de projetos socioculturais em diversas instituições, entre elas: Ceasm, Excola e Redeh no Rio, Parque Visão Futuro SP e Interativa Mato Grosso do Sul. Realizou com a Associação de Serviços Ambientais, o Festival de Teatro Temático da Chapada dos Guimarães no estado do Mato Grosso (artigo na Revista Metaxis – nº 2).
Da experiência com grupos comunitários, destacam-se: o Grupo de Teatro do Oprimido Grande Otelo, de Vigário Geral, citado nos livros “Cidade Partida”, de Zuenir Ventura, e “Da Favela Para o Mundo”, de José Júnior, e o espetáculo “O Rei e o Mendigo ou o Cão Morto”, de Bertold Brecht, apresentado em teatros do Rio, cujos atores eram integrantes do Projeto Ex-Cola – Centro de Atenção à Infância e Adolescência e ao Uso de Drogas.
Assessorou o núcleo brasileiro da Enda, ONG internacional, coordenando o projeto Bairros do Mundo, que realiza com jovens de 9 bairros de 5 países o vídeo-diálogo “Ser Igual Mesmo Sendo Diferente” com a sua apresentação seguida de oficina de teatro-fórum no V Fórum Social Mundial – Porto Alegre.
Junto a 20 artistas e arte-educadores funda a Cooperativa de Dinamizadores de Arte e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, que financiada pela Fábrica de Catalisadores S.A. realiza o Projeto de Oficinas de Criação de Espetáculos Artísticos da Zona Oeste Espazo em Santa Cruz – Rio, ministradas na Casa da Rua do Amor – Centro de Artes e Cultura administrado pela cooperativa no mesmo bairro.
Atuando nesta direção artística, escreve e dirige entre outros, o espetáculo: “O Saquaçú e Outros Pássaros. História de Passarinhos e Passarinheiros”, apresentado no Teatro da Cidade das Crianças em Santa Cruz. Rio de Janeiro e a Adaptação do “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, apresentado em temporada no Teatro da Casa Ser Cidadão, de 2008 à 2011.
Participou de Encontros de Teatro no Canadá, Egito, Alemanha, Guatemala, Bolívia e Peru, atuando na direção de espetáculos e ou ministrando oficinas. Em 2012 realiza curso sobre a Obra de Nelson Rodrigues para professores de teatro da rede municipal de ensino do Rio. Coordenou o Programa Arte Cidadã da ONG Ser Cidadão em Santa Cruz. Com a Casa da Rua do Amor, espaço que coordena, recebe o prêmio Geraldo Jordão Pereira, de Experiências Inovadoras para o Desenvolvimento da Zona Oeste do Rio, pelo projeto do MOA Museu de Artes Lúdicas.
Escreveu artigos para revista “Metaxis” nºs 2 e 6 e capítulo para o livro: “Literatura e medicina: uma experiência de ensino” Editora Livros Ilimitados, e escreveu o livro de prosas poéticas “Desarmário” pela Editora Multifoco.
Escreveu e dirigiu os espetáculos: “Flor e Ser, Dois Palhaços à Procura de Uma História”, “Intriga ou Concórdia? Um Cordel Nada Cordial”, e “Quixote. O Dom da Loucura” que ganhou o prêmio de Montagem do Procena – Programa de Apoio às Artes Cênicas do Estado do Rio de Janeiro, e foi apresentado, entre outros espaços, no Festival Nacional de Teatro de Curitiba, na Mostra de Artes do IV Congresso Mundial dos Centros de Ciências no Rio de Janeiro e em temporada de cinco semanas no Centro Cultural da Justiça Federal na Cinelândia Rio, entre 2000 e 2004.
Foi assistente de Direção de Nelson Portella na Ópera “Aída”, realizada no Sambódromo do Rio de Janeiro em 1996, espetáculo que foi considerado um dos 10 melhores do ano pela crítica do Jornal do Brasil.